O governo egípcio, na voz da sua ministra Abul Naga, declinou uma oferta de empréstimo do Banco Mundial.
Trata-se de uma postura de coragem que certamente não foi tomada sem as devidas precauções.
Artigo do AlmasryAlyoum de 23 Jun 2011:
“O governo declinou um empréstimo do Banco Mundial por achar que os termos do empréstimo são incompatíveis com o interesse nacional, afirmou a ministra egípcia do planeamento e da cooperação internacional Fayza Abul Naga na segunda-feira.
A ministra acrescentou que o governo não aceitaria condições impostas pelo Banco Mundial ou do Fundo Monetário Internacional, especialmente desde o levantamento popular de 18 dias que derrubou o presidente Hosni Mubarak.
Contudo, Abul Naga afirmou que o governo saudita garantiu ao Egipto um empréstimo de US$200 milhões para serem dirigidos directamente para as pequenas e médias empresas”.
Consulte o artigo aqui.
É assim que a banca actua. Através de grandes empréstimos em nome de uma ajuda, tornam os países reféns da dívida contraída e que dificilmente poderá ser paga. (Dívida + dívida e outras dívidas)
Os resgates que estão a acontecer na Europa são armadilhas mortais para a economia dos países que os aceitam. A população já se apercebeu da cilada e vai para as ruas protestar contra esta verdadeira invasão ofensiva mas os políticos fazem-se de surdos e de parvos e, por medo ou para não perderem o seu poder, colaboram com a fraude de onde esperam receber dividendos e privilégios.
Mas há quem tenha a coragem de lhes fazer frente mesmo sabendo que pode ter que enfrentar graves consequências.
O que está a acontecer na Líbia é um dos últimos exemplos do tipo de represálias que pode ser desencadeada por esses gananciosos que pretendem controlar o mundo através do seu sistema monetário.
Gadafi pretendia tornar a Líbia independente do sistema (ver aqui) e teve a coragem de os enfrentar. Por isso foi transformado em terrorista, num bandido capaz de mandar matar o seu próprio povo, etc tudo para poderem justificar um ataque ao seu país.
A Líbia continua sob um ataque sem precedentes para servir de lição a todos aqueles que ousem enfrentar o poder instituído.
Mas agora é o Egipto que enfrenta os poderosos, não de forma tão directa como fez Gadafi mas foi capaz de lhes dizer que não, não obrigado, não queremos a vossa ajuda envenenada.
Eles não gostam de ouvir um não, principalmente vindo daquela região onde sabem que não são muito populares nem bem-vindos.
E também não devem ter apreciado a ideia de que um outro governo daquela região lhes pode estragar o negócio e atrasar toda a sua estratégia de expansão do império.
E agora?
Como irão reagir?
Atacar o Egipto?
Não têm mais capacidade de financiamento para começarem outra guerra.
Utilizarão o HAARP? Ataque biológico? Simular um ataque terrorista?
O seu poder está bastante diluído e estão cada vez mais isolados e desprotegidos.
O seu modo de agir está cada vez mais à vista de todos e as suas manobras estão cada vez mais condicionadas.
Estão a enfraquecer rapidamente e essa percepção fará aparecer todos aqueles que os ousem enfrentar.
A guerra continua.
Boa vida!
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